Risco da tatuagem em diabéticos

A população, sobretudo uma população mais jovem, muitas vezes é uma apreciadora das tatuagens. As razões pelas quais alguém faz uma tatuagem pode ser as mais diversas. Cabe ressaltar que o processão de feitura de uma tatuagem é, de certa forma invasivo, pois deixa fica permanentemente na pele e o processo em si, realizado com agulhas. Sendo assim, muitos tem dúvidas sobre o risco da tatuagem em diabéticos.

Há uma crença difundida no senso comum de que o risco da tatuagem em diabéticos é muito alto e portanto ela seria uma prática terminantemente proibida a esse grupo. No entanto, já adiantamos de que isso se trata tão somente de uma falácia, pois nada impede que uma pessoa diabética faça uma tatuagem.

Todavia é importante ressaltar que apesar do risco da tatuagem em diabéticos não ser elevado, ainda assim são necessários alguns cuidados. Nesse artigo, falaremos dos cuidados que as pessoas diabéticas devem tem ao fazer uma tatuagem em seu corpo.

Como escolher um bom tatuador(a)?

Há um risco da tatuagem em diabéticos que é o mesmo que qualquer outra pessoa que goze de uma saúde plena tem, que é o de contaminação, de infecção e coisas do gênero.

Para selecionar um estúdio de tatuagem idôneo e confiável, você precisa investigar os seguintes elementos:

  • O estúdio é confiável? Uma forma de saber isso é consultando quem entende do assunto, terceiras pessoas que tem conhecidos que já fizeram tatuagem no local ou clientes anteriores desse estúdio ou tatuador.
  • A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina algumas regras específicas para o funcionamento dos estúdios de tatuagem. Não só em termos de higiene, limpeza, contaminação, entre outras coisas, mas também com relação ao tipo de tinta, por exemplo.
  • Quaisquer objetos cortantes, tais como giletes, lâminas, agulhas e afins precisam necessariamente serem descartáveis.
  • As chamada agulhas finais de tatuagem, constituídas de haste+agulha necessitam, assim que findado o seu uso, passar por um processo de esterilização em embalagens do tipo individuais. Para comprovar isso, elas devem ser diante do cliente em questão.
  • A quantidade de tinta deve ser separada de acordo com a necessidade da tatuagem a ser feita em cada cliente e deve ser descartada depois as respectivas sobras.

Qual é o risco da tatuagem em diabéticos?

Quem sofre de diabetes, é interessante que tenha uma conversa prévia com algum médico, manifestando a ele o seu desejo de fazer uma tatuagem. Normalmente, ele fará uma avaliação da hemoglobina glicada e as suas condições gerais de saúde. A razão por trás disso é que, se você não tiver com sua saúde em dia, você corre os seguintes riscos:

  • Processo bem mais lento de cicatrização;
  • Infecções de difícil curar que, em situações mais extremas, podem chegar ao ponto de uma gangrena.

Não é que um diabético corre mais riscos de infecção. O ponto é que no caso do equipamento não ter sido esterilizada da forma correta e acontecer uma infecção, se isso envolver o comprometimento dos vasos no processo de microcirculação,  o controle do avanço da infecção será mais complicado.

Quais os cuidados a se tomar para evitar o risco da tatuagem em diabéticos?

Uma dica de suma relevância para a pessoa diabética que quer fazer uma tatuagem é escolher um local diferente do qual ela aplica a insulina. Se você for alguém que sofre com problemas de circulação, além do diabetes em si, as nádegas, tornozelos, pés e canelas não são bons locais.

O pulso é um bom lugar para um diabético fazer tatuagem. Por ser um local de ampla visibilidade, qualquer eventualidade é mais facilmente identificável.

O risco da tatuagem em diabéticos existe, mas está longe de ser o terror anunciado pelo senso comum.

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