Retículo endoplasmático: Impactos com Diabetes, Como Funciona

Para quem não sabe, o retículo endoplasmático é uma organela um tanto complexa tendo em vista a sua estrutura e também a sua função. Para quem deseja saber mais sobre o Retículo endoplasmático, os impactos com a diabetes e como ele funciona, poderá conferir as informações que trouxemos e se interagir sobre o assunto.

Retículo endoplasmático: Impactos com Diabetes, Como Funciona

Impactos com diabetes Retículo endoplasmático

Existem dois tipos de retículo endoplasmático sendo eles o liso (REL) e o  rugoso (RER). O rugoso também pode ser chamado de ergastoplasma e este é formado por sacos achatados e que possuem membranas verrugosas por conta dos grânulos conhecidos como ribossomos. Há também o liso que é formado por membranas tubulares, sem ribossomos aderidos e com isso a sua superfície é lisa.

O retículo endoplasmático é responsável pela formação de insulina que é o hormônio que auxiliar na absorção da glicose e também ajuda a controlar quantidade de açúcar no organismo. Tudo isso ocorre no retículo endoplasmático das células β.Essas células estão localizadas nas Ilhotas de Langerhans, no pâncreas e são responsáveis por apresentar um ou mais cristais de insulina.

Estima-se que as Ilhotas de Langerhans produzam cerca de 10 mg de insulina ou aproximadamente cinco vezes a mais do que o necessário para o dia. Mutações no Retículo Endoplasmático acabam por causar impacto nas células das Ilhotas de Langerhans e principalmente nas células β. O maior componentes destas ilhotas afetando o funcionamento e sobrevivência destas.

Pesquisas Recentes

De acordo com estudos recentes, pesquisadores do Instituto Skirbal e Escola de Medicina da Universidade de Nova York, realizaram uma descoberta rara doença chamada Wolcott-Rallison, síndrome da diabete infantil, que na verdade se trata de uma desordem caracterizada por uma destruição antecipada das células β e sua causa é devido as mutações no gene que codifica a informação para a produção de insulina pelo Retículo Endoplasmático.

Sendo assim, neste tipo de doença, a destruição das células β, pode aumentar a concentração de glicose no sangue e com isso, causar então a diabete nas suas formas mais normais.

O retículo endoplasmático atua também no aumento do estresse, afinal o RE se trata de uma organela que é responsável pelo enrolamento de proteínas secretoras e cerca de 95% dessas proteínas estão em conformação normal, ou melhor dizendo, estão propriamente enroladas. Veja como prevenir a Diabetes na Infância

As outras 5% correspondem a proteínas desenroladas (unfolded protein) e mal enroladas (misfolded protein). O estresse no retículo endoplasmático acaba tendo uma certa relação com várias doenças, entre as quais a diabetes, as doenças neurodegenerativas, tais como, a isquemia, a doença de Alzeimer, a doença de Parkis, entre presentes.

Agora que você já conhece um pouco mais sobre o retículo endoplasmático e como ele contribui para o diabetes, procure o seu médico para que o mesmo lhe explique com mais clareza sobre esse assunto.