Pontos comuns entre diabetes e colesterol

Existem vários fatores de risco para o desenvolvimento de problemas nos níveis de colesterol, como sedentarismo, obesidade, alimentação desregrada e, inclusive, o diabetes. Ou seja, pessoas com diabetes, principalmente do tipo 2, são mais propensas a terem níveis de colesterol elevados. As recomendações básicas para a prevenção e controle tanto do diabetes como do colesterol passam pela prática regular de exercícios físicos e dieta alimentar adequada. Entenda os Pontos comuns entre diabetes e colesterol.

Pontos comuns entre diabetes e colesterol

Pontos comuns entre diabetes e colesterol

O colesterol é uma substância produzida pelo fígado e contribui para a digestão das gorduras. Dependendo do tipo de proteína ao qual se liga, o colesterol pode formar dois tipos de lipoproteínas: HDL (colesterol bom) e o LDL (colesterol ruim). O LDL possui uma maior densidade do colesterol que é transportado aos tecidos periféricos, podendo depositar o excedente de colesterol nas artérias. Já a HDL protege contra o excesso de colesterol e de doenças cardiovasculares, captando o colesterol livre periférico, impedindo, assim, o aumento do colesterol total.

Acontece que o LDL, geralmente, é elevado nos diabéticos devido, provavelmente, à resistência à insulina destes pacientes. Isso faz com que diabéticos que tenham altos níveis de colesterol, que, quando associados a outros fatores de risco, aumentam as chances de desenvolver infarto e acidentes vasculares (derrames).

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Os fatores de risco responsáveis pelo colesterol alterado são, em sua maioria, controláveis, como obesidade, sedentarismo, diabetes, alimentação pouco saudável, fumo e pressão alta. Em pessoas diabéticas, os níveis considerados “ótimos” são: LDL < 100 mg/dl e HDL > 45 mg/dl.

A prática regular de exercícios físicos e uma alimentação saudável, sob orientação de profissionais da área, são a chave para a prevenir e tratar adequadamente os níveis aumentados do colesterol. As duas medidas controlam os níveis de colesterol ruim (LDL) e aumentam o colesterol bom (HDL). Isso vale tanto para pessoas com ou sem diabetes.

Quanto à alimentação, recomenda-se evitar alimentos ricos em colesterol, como fígado, miolo de boi e aves, camarão, creme de leite, gema de ovo e manteiga. Deve-se evitar ainda a ingestão de alimentos ricos em gorduras saturadas e/ou trans, como banha, bacon, pele de aves e peixes, toucinho, queijos gordos, gordura vegetal hidrogenada e leite integral.

Ao passo que deve-se priorizar as chamadas “gorduras boas”, como óleos de peixe, chá preto, produtos de soja e carboidratos complexos. Nunca esqueça de consultar um nutricionista para garantir que a dieta esteja de acordo com as necessidades do seu organismo e para não superar a quantidade de calorias e, assim, refletir no peso.

É recomendável que sejam feitos exames periódicos para acompanhar as taxas: anualmente, se a pessoa não tiver fatores de risco, como diabetes; e semestralmente, se tiver fator de risco. Tudo isso deve ser feito sob orientação médica para garantir um tratamento adequado.

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