Cura do diabetes: tratamento USP

Quase 400 milhões de pessoas são afetadas pelo diabetes no mundo inteiro e esse número vem crescendo de forma assustadora, principalmente, por conta dos (maus) hábitos da vida moderna. Com tanta gente sofrendo com a doença, é grande a expectativa para que cientistas encontrem alternativas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes ou mesmo a cura dela. É o caso, por exemplo, de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP). Estudiosos estão testando um tratamento através do autotransplante de células-tronco saudáveis. A ideia é reconstruir o sistema imunológico do paciente de diabetes tipo 1, que é uma doença autoimune, onde o próprio organismo ataca as células produtoras de insulina. Entenda como funciona o tratamento USP para cura do diabetes.

Cura do diabetes: tratamento USP (Foto: Divulgação)
Cura do diabetes: tratamento USP (Foto: Divulgação)

Cura do diabetes: tratamento USP

Pesquisadores do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto iniciou uma pesquisa há 12 anos para descobrir como tratar o diabetes tipo 1 através do transplante de células-tronco. Esse tipo de diabetes é uma doença autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico do paciente ataca as células que produzem a insulina, aumentando os níveis de açúcar no sangue. É justamente este defeito do sistema imunológico que o tratamento em estudo pretende resolver para evitar que o paciente tenha as células destruídas pelo próprio organismo.

Pesquisas são otimistas (Foto: Divulgação)
Pesquisas são otimistas (Foto: Divulgação)

Remoção das células da medula

Em um primeiro momento, são retiradas células da medula óssea do paciente. Depois, são realizadas sessões de quimioterapia, que “desligam” o sistema imunológico do diabético. Em seguida, as células anteriormente retiradas são aplicadas na corrente sanguínea para construir um novo sistema imunológico que não ataque o próprio organismo. Isso é possível porque as células-tronco são capazes de se transformar em todos os tipos de células que formam os tecidos do corpo.

Conheça novidade da USP (Foto: Divulgação)
Conheça novidade da USP (Foto: Divulgação)

Ajuda para o pâncreas

Esse autotransplante faz com que o pâncreas volte a funcionar e elimina a necessidade de aplicação de insulina – como é o caso dos pacientes de diabetes tipo 1, que geralmente são dependentes de insulinoterapia. A maior parte dos pacientes que fez o tratamento (21 dos 25 dos que participaram do estudo) passou um tempo sem precisar usar insulina, mas a doença voltou a se manifestar. Por isso os pesquisadores continuam os trabalhos pata aprimorar o tratamento e, quem sabe, no futuro, ele possa ser adotado efetivamente nos hospitais.

Cura pode estar mais próxima do que imagina (Foto: Divulgação)
Cura pode estar mais próxima do que imagina (Foto: Divulgação)

O tratamento ajuda na produção de insulina

Com esse tratamento, pela primeira vez, foi registrado um aumento dos níveis do peptídeo-C – uma espécie de marcador do funcionamento das células produtoras de insulina – nos pacientes submetidos à terapia. A qualidade de vida dos participantes da pesquisa melhorou de forma significativa, mas é importante destacar que as recomendações médicas não foram abandonadas, como manter uma alimentação saudável e realizar atividades físicas regularmente.

 

/* */